desço

a augusta

esquecida.

real

soturnamente

real.

sigo

cruzando

rostos

opacos

:talhados

pelo

relógio

de ponto.

sou dessas

mas me

movo

le n t a m e n t e.

enquanto

correm

afrouxo

o passo.

mais.

muito mais.

por desaforo

:atraso.

subo as

escadas

e com

os pés

molhados

piso o

chão

:sólido

e oco

paredes

não tão

brancas

ao redor

:sem ar.

não

não é real.

armários

arquivos

carimbos

:em

documentos

autênticos.

projeções

estúpidas

:há uma

escotilha

neste

aquário.

tantas.

o que

é real?

suplico

:alguém?

um sinal.

a

imensidão

verde

veda

a visão

da rua.

transitório.

nada

é real

:o

mar

e a árvore.

em março

(talvez abril. maio?)

as folhas

começarão

a cair. ⠀ ⠀ ⠀ ⠀

as mesmas

que agora

invadem

a sala

pelas

frestas

abertas

das

vidraças. ⠀ ⠀

efemeridades.

filamentos

clorofila.

proeminentes

:ilusões

oscilam

bambas

no

vácuo.

então

sobranceira

mergulho

sereia

no

verde

-mar

que

contemplo

pela

janela.

há algo

em meu

jeito

que me

diviniza

:iemanjá

odoiá

Laura A

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© 2018 por Laura Abreu